Mais uma vítima identificada em Brumadinho; sete ainda estão desaparecidas - Projeto ManuelzãoProjeto Manuelzão

Mais uma vítima identificada em Brumadinho; sete ainda estão desaparecidas

17/11/2021

Uberlândio Antônio da Silva era mecânico de máquinas terceirizado e tinha quatro filhos

Foto: Felipe Werneck / Ibama

Já se completam quase três anos do rompimento da barragem B1 na mina Córrego do Feijão e ainda restam sete vítimas a serem encontradas. As buscas completaram mil dias e só então a esposa de Uberlândio Antônio da Silva, Rosemar Pinheiro, e seus outros quatro filhos puderam dar fim à espera. Uberlândio era mecânico de máquinas e empregado terceirizado da Vale, natural de Linhares, no Espírito Santo. Ele tinha 55 anos e trabalhava em Minas Gerais há poucos dias. Seu corpo foi encontrado no dia 2 de outubro e identificado no dia 10 de novembro.

O processo de identificação pode levar um tempo porque, além das três fases do protocolo de reconhecimento – impressão digital, odontologia legal e exame de DNA -, os exames precisam ser refeitos e comparados com o material genético dos familiares até que seja confirmado. O Instituto Médico Legal já analisou mais de mil amostras e continua trabalhando com outros 30 materiais.

As últimas duas identificações em Brumadinho foram da técnica de enfermagem de 37 anos, Angelita Cristiane Freitas de Assis, encontrada no dia 5 de agosto e identificada no dia 6 de outubro. E Juliana Creizimar de Resende Silva, de 33 anos, analista operacional da Vale, encontrada e identificada em agosto. Seu esposo e pai dos gêmeos que haviam nascido 10 meses antes da tragédia, Dennis Augusto da Silva, era técnico de planejamento e controle, tinha 34 anos e foi identificado ainda em 2019.

A família de Uberlândio acredita que ele estava no refeitório no momento do rompimento. Ele foi encontrado na zona do Ferteco I.

O rompimento aconteceu em 25 de janeiro de 2019, por volta de 12h28, acabando com 272 vidas, entre elas dois nascituros. Sete famílias seguem sem identificação dos entes queridos. Em nota, a Comissão dos Não Encontrados agradeceu às forças estaduais e ao Corpo de Bombeiros, relembrando as famílias que estão há 1030 dias revivendo o rompimento.

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