17/03/2025
Relação do elemento com a vida urbana orienta evento organizado pelo mandato da vereadora Luiza Dulci em parceria com entidades como o Projeto Manuelzão
O mandato da vereadora Luiza Dulci (PT) em parceria com diversos coletivos e entidades, entre elas o Projeto Manuelzão, realizará na Câmara Municipal de Belo Horizonte, na quinta e sexta-feira, 20 e 21, o Seminário das Águas. Sob a perspectiva de promover segurança hídrica e justiça ambiental, especialistas e ativistas debaterão em quatro mesas a relação da cidade com suas águas, o direito ao abastecimento e ao saneamento, as mudanças climáticas e a preservação das bacias hidrográficas que abastecem a região metropolitana da capital.
Interessados devem se inscrever através deste formulário para participar das mesas, que serão realizadas nas manhãs e tardes dos dois dias. Haverá emissão de certificado para os presentes.
Geógrafa do Projeto Manuelzão e coordenadora do Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Ribeirão Arrudas, Márcia Marques destaca a virtude do seminário de discutir a gestão das águas no âmbito político. “Embora existam propostas e planos para áreas ambientais, como arborização e enfrentamento ao aquecimento, não há um plano específico para as águas. Elas são tratadas como rede de drenagem, e não como um recurso vital. É fundamental que o Poder Executivo reconheça a água como parte integrante das questões naturais e não apenas como infraestrutura urbana”.
Márcia participará da primeira mesa “Água, mudanças climáticas e ambiente urbano”, na quinta-feira, das 10h às 12h30. Ela estará junto de Luciana Bragança, professora da Escola de Arquitetura da UFMG, Dany Amaral, da Coordenadoria Especial de Mudanças Climáticas da Prefeitura de BH e Sônia Knauer, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes). Antes, às 9h, a vereadora Luiza Dulci e o ex-vereador e ex-secretário de Meio Ambiente de BH João Bosco Senra darão início ao evento.
O professor da Faculdade de Medicina da UFMG e coordenador do Projeto Manuelzão, Marcus Vinícius Polignano, se une a lideranças em defesa dos ambientes-chave para os mananciais da região na mesa “Água e Território: a importância do Quadrilátero Aquífero para a Meta 2034”. Ele abordará a nova meta para a recuperação da Bacia do Rio das Velhas, com ações focadas no epicentro da degradação — a Região Metropolitana de BH. Maria Teresa Corujo, a Teca, do Movimento pelas Serras e Águas de Minas (MovSAM) e Cleverson Vidigal, da ONG Abrace a Serra da Moeda, são os outros participantes da mesa, que encerra os debates na sexta-feira, das 13h30 às 17h.
No sábado, em linha com o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, será realizado um mutirão no Bairro São Geraldo, na Regional Leste da capital. A partir de 9h30, os presentes farão a limpeza de uma área urbana, o fortalecimento de uma horta comunitária e o plantio de mudas em um jardim. A concentração para o encontro será no Bar do Táta, espaço conhecido por sua resistência comunitária e defesa da agroecologia. Haverá música e venda de bebidas e petiscos ao longo do dia. Os participantes são orientados a usar calçados fechados, roupas leves, protetor solar, repelente e boné durante as atividades.
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Na tarde de quinta-feira, das 13h30 às 17h, a segunda mesa do seminário “Água como um direito humano e saneamento como serviço público essencial” contará com a presença de Leo Heller, do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas), Claudenice Rodrigues Lopes, integrante da Pastoral do Povo da Rua, Lucas Tonaco, do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos de Minas Gerais (Sindágua), além de representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
A terceira mesa, das 9h às 12h30 de sexta, trata das relações entre água, cultura, lazer e tradições. João Bosco Senra participa novamente do debate junto a João Pio, Ogan do Ilê Axé Ala Tooloribi (candomblé de nação Ketu no município mineiro de Juatuba) e representante da rede de Povos e Comunidades de Tradição Religiosa Ancestral de Matriz Africana (PCTRAMA), Heloísa Costa, professora do Instituto de Geociências da UFMG e Miriam Aprigio Pereira, historiadora e integrante da Rede Quilombola de BH e Região Metropolitana.
Além das mesas de discussão, o mandato da vereadora Luiza Dulci agendou para o dia 31 deste mês uma audiência pública para acolher e debater as demandas da sociedade civil levantadas durante o seminário.
O Seminário das Águas é fruto da articulação entre diversos movimentos sociais, acadêmicos e instituições que atuam na defesa da água e do meio ambiente e que participaram ativamente da construção do evento. Os debates serão realizados no Plenário JK da Cârama Municipal de Belo Horizonte, que fica na Avenida dos Andradas, 3100, Santa Efigênia. O Bar do Táta, lugar da concentração da atividade de sábado, fica na Rua Souza Aguiar, 985, no Bairro São Geraldo.